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“Trauma em ciclistas na cidade de São Paulo” é tema de estudo

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Do total de ciclistas acidentados avaliados no estudo, 78% deles sofreram traumatismo no crânio

Trauma em Ciclistas em São Paulo: é seguro andar de bicicleta?”, é título de um estudo realizado por alunos do curso de Graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) .

O uso da bicicleta como transporte ou lazer vem aumentando na capital paulista, e com isso, também vem sendo registrado um aumento no número de ciclistas acidentados. “Por um ano nós acompanhamos 68 ciclistas acidentados no PS da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), o que representa, em média, mais de um ciclista por semana. Desse total, 23 utilizavam a bicicleta para lazer e 45 usavam para trabalho ou transporte. Ainda em cima do número total, cinco ciclistas morreram e, desses, todos tinham sinal de traumatismo de crânio e não estavam usando capacete”, detalha Dr Tércio de Campos, membro da diretoria da SBAIT , professor da FCMSCSP e um dos orientadores do estudo.

“Do total de ciclistas avaliados, 78% deles sofreram traumatismo no crânio”, explica Dr. Tércio, Segundo ele,  o uso de capacetes para ciclistas deveria ser obrigatório.

A pesquisa visa aumentar a conscientização e a segurança de ciclistas, apresentando a importância do uso de equipamentos de segurança, fiscalização, direitos e deveres dos ciclistas. O trabalho foi apresentado no 31º Congresso Brasileiro de Cirurgia, realizado em agosto, em Curitiba (PR).

Confira detalhes:

Pesquisa de alunos da FCMSCSP questiona: é seguro andar de bicicleta em São Paulo? ( Portal Conectar, FCMSCSP, Edição 73 | 9 de setembro de 2015)

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Estudo revela trechos críticos que mais ocasionam mortes nas Rodovias Federais

Estudo realizado pela Folha de SP, com base em planilhas da Polícia Rodoviária Federal, revela  que uma a cada cinco mortes em acidentes nas rodovias federais ocorre em trechos que representam somente 2% da malha rodoviária nacional.

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Serra do Cafezal, localizada na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), está entre os trechos mais perigosos das Rodovias Federais.

As planilhas detalham todos os acidentes registrados em 2013 nos feriados de Carnaval, Páscoa, Natal e Ano Novo totalizando 14.932 acidentes.

27 pequenos trechos, que possuem entre 30 a 50 km em média cada e totalizam 1200 km, são considerados os mais críticos e representam 21% (163) das 759 mortes ocorridas nas BRs durante os feriados analisados.

Ações que refletem a imprudência do motorista, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e desatenção representa 94% do total de colisões com morte nos trechos analisados, são apontadas como as principais causas para as colisões. Caminhões mais potentes, que dificultam as ultrapassagens pelos motoristas,  estão entre outras causas levantadas.

Os trechos mais letais , segundo o estudo, encontram-se na Rodovia Régis Bittencourt , que liga SP a Curitiba. Três outros trechos ficam na Rodovia Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro.

Confira o mapa dos trechos mais perigosos, além de informações detalhadas sobre o estudo:

21% das mortes em estradas federais ocorrem em 2% da malha nacional ( Portal Folha, 14/04/2014)

 

 

 

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Estudo realizado em Vitória – ES mostra bom desempenho de alunos da Liga de Trauma

Bom público acompanhou a apresentação

Bom público acompanhou a apresentação

No dia 24 de fevereiro o médico Romeo Lages Simões apresentou na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) o trabalho de conclusão de curso como requisito parcial para obtenção do grau de Cirurgião Geral no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (HUCAM) da UFES. O estudo denominado “Análise comparativa do conhecimento adquirido dos estudantes de medicina pertencentes à Liga do Trauma em relação aos não ligantes” foi orientado pelo Dr. Fernando Antônio Martins Bermudes, e teve a colaboração dos acadêmicos Hudson Silva Andrade, Filipe Machado Barcelos e Breno Pinheiro Rossoni.

A banca que avaliou o trabalho foi presidida pelo Dr. Bermudes e composta pelos professores João Florêncio de Abreu (UFES), Gustavo Peixoto Soares Miguel (UFES) e Gustavo Pereira Fraga (Unicamp). O estudo analítico, descritivo, comparou a aquisição de conhecimento dos estudantes de medicina ligantes da Liga do Trauma da UFES com os não ligantes da UFES, reconhecendo os temas do atendimento ao trauma que os acadêmicos possuem maior domínio, além de avaliar a performance do conhecimento dos dois grupos em relação às cadeiras de graduação: básica (3o, 4o e 5o períodos), cadeira clínica (6o, 7o e 8o períodos) e internato (9o, 10o, 11o e 12o períodos).

Romeo L Simões na arguição

Romeo L Simões na arguição

Os grupos foram compostos por 5 estudantes do 3o ao 12o período, totalizando 50 estudantes por grupo. Foram aplicados dois testes contendo 30 questões cada no decorrer do ano de 2013. Foram analisados no questionário teste os seguintes temas: atendimento pré hospitalar, a sequência mnemônica do ABCDE do trauma durante atendimento primário intra hospitalar, condutas avançadas no trauma e imagem no trauma. A análise dos 50 acadêmicos do grupo Ligantes do Trauma (LT) vs. 50 acadêmicos do Grupo Não ligantes (NLT) mostrou que na prova 1, das 30 questões, a média de acerto do grupo LT foi de 20,64 (DP± 3.17), enquanto que para o grupo de NLT a média de acerto foi de 14.76 (DP± 5.28), mostrando uma correlação estatisticamente significativa (p<0.005) entre os grupos. Já para a prova 2, das 30 questões, a média de acerto para o grupo LT foi de 21.52 (DP± 3.64), enquanto para o grupo de NLT a média foi de 15.36 (DP± 5.29; p<0.005). Na prova 1, observou-se que a média de acerto por grupo de questões, com quatro questões cada tema, apresentou diferença estatisticamente significativa, ao nível de 5%, entre os grupos estudados para todos os temas. Já para a prova 2 evidenciou-se que na média de acerto por grupo de questões não houve diferença estatisticamente significativa nos temas vias aéreas e proteção cervical, além do tema imagem no trauma. Quando os períodos de matriz curricular foram alocados em grupos por períodos correspondentes à cadeira da graduação (básica, clínica ou internato) observou-se que o grupo LT apresentou melhor desempenho de conhecimento em relação ao grupo NLT com significância estatística (p<0.05) para as duas provas.

Fraga, Romeo e Bermudes

Fraga, Romeo e Bermudes

Concluindo, a média de acerto do conhecimento adquirido pelos estudantes de medicina pertencentes à LT mostrou-se maior em relação aos acadêmicos NLT, mostrando que os alunos que frequentaram as atividades da liga acadêmica possuem maior domínio dos temas que são considerados relevantes para o atendimento ao paciente traumatizado. Em todas as cadeiras da graduação da formação acadêmica de medicina básica, clínica e internato, os acadêmicos da LT tiveram maior domínio do tema em relação ao grupo NLT.

 

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