Tag

Educação Médica

News

Estudantes de medicina terão exame obrigatório a cada dois anos

etudiant-medecine-300x200O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, nesta quinta-feira (3), alterações nas diretrizes curriculares do curso de medicina nesta quinta-feira. Com isso, a partir de 2016, os estudantes deverão realizar a cada dois anos , exames obrigatórios que avaliarão o conhecimento adquirido durante o curso. Além disso, o CNE também sugeriu que 30% da carga horária do estágio deverá ser cumprida na rede pública de saúde.

A avaliação bienal será aplicada pelo Inep, órgão do Ministério da Educação e o resultado dos exames serão classificatórios para o ingresso na residência.

Para entrar em vigor, a nova regulamentação, que não se aplica aos estudantes já matriculados em  cursos de medicina,  precisa a, ser confirmada pelo ministro da educação, Henrique Paim.

Saiba mais:

Estudantes de medicina terão exame bienal obrigatório em 2016 ( Folha de São Paulo, 04/04/14)

Estudantes de medicina terão exame obrigatório a cada dois anos ( portal G1, 04/04/14)

 

 

 

As mudanças foram sugeridas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) que aprovou alterações nas diretrizes curriculares do curso de medicina nesta quinta-feira (3). Para entrar em vigor, as mudanças precisam ser homologadas pelo ministro da Educação, José Henrique Paim, e não há previsão de data.

A avaliação bienal será aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para medir o conhecimento adquirido pelo aluno no final do segundo, quarto e sexto anos do curso, antes da residência médica.

Segundo o CNE, o baixo desempenho na prova não vai impedir que o estudante passe para a etapa seguinte do curso, mas ele será classificatório para o ingresso na residência.

A carga horária de 30% na rede pública de saúde é referente ao estágio, obrigatório a grande parte dos universitários, e não é referente à residência médica. No curso de medicina, os alunos têm de cumprir 35% da carga horária fazendo estágio. O CNE sugere que 30% deste tempo seja destinado a atividades na rede pública de saúde. Hoje não há um porcentual mínimo definido.

News

Reunião da ABEM para apresentação de subprojeto de urgência

reuniao ABEM

Médicos de diferentes universidades na reunião da ABEM.

No período de 9 a 11 de janeiro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ), houve reunião conjunta dos membros do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e dos coordenadores de subprojetos do Programa ABEM 50 anos. A SBAIT esteve representada por seu presidente Gustavo P. Fraga e pelo Prof. Gerson Alves Pereira Júnior (FMRP-USP) que apresentaram os resultados do subprojeto de ensino de urgência e emergência nas escolas médicas.

Nas três oficinas para discussão do ensino de urgência e emergência realizadas no ano de 2013 foi notado um consenso sobre a necessidade de um eixo longitudinal dentro da matriz curricular da graduação para este ensino e que haja a compactação deste ensino pelas diversas especialidades médicas de forma conjunta. Em relação à distribuição das programações dentro do eixo de ensino de urgência e emergência são fundamentais as seguintes orientações:

– nos dois primeiros anos do curso deve haver, obrigatoriamente, uma programação voltada para primeiros socorros ou Suporte Básico de Vida para que desperte o interesse e capacite os alunos para eventuais situações que possam vivenciar;

– até o final do quarto ano deve haver uma programação diversificada com conteúdo básico similar aos cursos de imersão em urgência (PHTLS, ACLS, ATLS, PALS e ALSO) com treinamento em laboratório de habilidades/simulação. Ainda nesta fase da graduação devem ser ministradas aulas sobre as portarias da Urgência e Emergência, organização do sistema, e os alunos devem ter experiência no pré-hospitalar móvel e na regulação médica, preferencialmente na Unidade de Suporte Avançado, sob supervisão de médicos.

– no internato deve haver, obrigatoriamente, estágio em Urgência e Emergência (clínica, cirúrgica, pediátrica, ortopédica, ginecológica, neurológica, psiquiátrica, intoxicações e outras), sob supervisão médica e ligado à instituição de ensino, com contrapartida para capacitação técnica e pedagógica dos preceptores médicos e demais profissionais de saúde. Preferencialmente, no 5o ano, as UPAs devem ser utilizadas como campo de ensino do SUS, em parceria com as faculdades. No 6o ano, os alunos devem ter vivência no pronto-atendimento hospitalar, de preferência, com demanda regulada.

Também é fundamental ter a Medicina de Emergência como especialidade reconhecida, com a formação de médicos residentes e futuros professores nesta área. Por fim, é necessária uma estratégia para melhor valorização, capacitação dos preceptores, política salarial e fixação dos profissionais que atuam na Urgência e Emergência.

Fechar