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Congresso SBAIT

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Curso USET é realizado em Manaus (AM)

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O Curso USET – Manaus reuniu 13 participantes de diversas regiões do país

O Curso Pré-Congresso USET (Ultrassom em Emergência e Trauma), parte da programação do XI Congresso SBAIT, realizado em Manaus (AM), reuniu em 23 de Setembro, 13 médicos de diversas regiões do pais, sendo 4 de Boa Vista – (RO), 8 de Manaus (AM) e 1 de Rio das Ostras -(RJ).

Participaram como instrutores Dr José Cruvinel Neto,  Dr Antonio Marttos – (Miami-EUA) e Dr. Terence O’Keefe (Tucson, Arizona).

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Dr Antonio Marttos (EUA) durante sua aula

Esse foi o 22º curso USET realizado no Brasil, organizado pela SBAIT em parceria com a Sociedade Panamericana de Trauma. O curso, teórico e prático, com carga horária de 10 horas, tem como meta treinar e capacitar os profissionais que no dia a dia atendem vítimas de trauma e situações de emergência médica, fornecendo informações completas para a utilização do ultrassom em emergências e trauma.

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Participantes e Instrutores do curso

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Congresso é considerado um sucesso

mesa de encerramento

A mesa de encerramento foi composta pela enfermeira Gisele Torrente, Dr. Gustavo Fraga, Dr. Cleinaldo Costa, Paulo Henrique Klein e Dr. Sandro Scarpelini.

Depois de dois dias e meio, Mesa de Encerramento destaca os bons resultados do evento

A Mesa Redonda “O Futuro do Trauma no Brasil” encerrou oficialmente a programação do 11º Congresso da SBAIT e o 16º Col, que aconteceu em Manaus de 26 a 27 de setembro. Foram dois dias e meio de congresso. Cerca de 700 médicos, enfermeiros e acadêmicos de diversas regiões do País estaveveram presentes. Dezenas de palestras, discussões de caso, conferências e mesas redondas aconteciam simultaneamente em três salas diferentes. E ainda havia apresentação de trabalhos livre, avaliação de pôsteres e exposição de produtos.

Formada pelo presidente da SBAIT , Dr Gustavo Fraga, pelo vice-presidente da SBAIT, Dr Sandro Scarpelini, pelo organizador do congresso, Dr Cleinaldo Costa, pela enfermeira Gisele Torrente e pelo acadêmico Paulo Henrique Klein, a mesa de encerramento destacou os resultados do evento. “Tivemos um congresso científico de altíssimo nível”, resumiu o presidente da SBAIT.  “A gente faz trauma porque ama o que faz”, disse Costa.

A enfermeira Gisele, que cuidou da programação ligada à sua área, disse que os objetivos do congresso foram alcançados. “Conseguimos montar um grupo científico que corresponde à realidade”, afirmou.

Mas os resultados de um congresso vão muito além, ainda mais, quando é um congresso médico. Houve troca de experiência, contato com profissionais de todas as regiões do Brasil e do Exterior. Houve conhecimento, direcionado a quem já sabe muito e a quem ainda está começando a traçar o futuro na área do Trauma. “A experiência foi enorme”, disse Klein, que também ajudou na organização.

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Centenas de participantes estiveram presentes no encerramento do XI Congresso SBAIT e XVI CoLT

Houve inspiração, questionamento, planejamento e a certeza de que são os atuais e os futuros cirurgiões do Trauma que poderão mudar a realidade do Brasil, ainda com tantas dificuldades na área da saúde. “A solução está em cada um de nós. Temos de trabalhar, trabalhar e trabalhar…”, afirmou Fraga.

Melhorar o Trauma no País tem sido uma das linhas de trabalho da SBAIT que, além de promover a atualização e a capacitação de profissionais, também atua frente ao governo e a outras entidades para fortalecer cada vez mais o atendimento ao traumatizado no País. Este trabalho deve continuar, segundo Scarpelini, atual vice-presidente, que assumirá a presidência da entidade em 2015. “Espero que, a partir do próximo ano, eu possa executar as tarefas da sociedade com muita dedicação pelos próximos dois anos (período em que ficará no cargo de presidente)”, afirmou.

Após o pronunciamento de todos, houve um lindo show do Tony Medeiros e o Boi Garantido. Os músicos e dançarinos mostraram as tradições amazonenses e encantaram a todos os visitantes, que já saíram de lá convidados para a próxima edição do Congresso SBAIT, que será em Maceió, em novembro de 2016. Até lá!

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Dr Marttos emociona a plateia ao falar sobre o caso de Laís de Souza

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Dr Antonio Marttos (EUA) durante sua apresentação

O cirurgião do trauma ministrou palestra durante o 16º Congresso da SBAIT

O médico Dr Antonio Marttos se emocionou e emocionou à plateia ao falar sobre o caso da ginasta Laís de Souza, durante o 11º Congresso da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado).  Ele coordena, em Miami, o tratamento da atleta desde um acidente, em janeiro, em que ela ficou tetraplégica. Laís descia a pista de esqui de Salt Lake City, quando se chocou com uma árvore e sofreu uma lesão na coluna cervical, com um trauma severo na terceira vértebra. Ela iria participar das Olimpíadas de Inverno 2014.

“De repente, você vê uma pessoa que passou a vida inteira lutando para ter perfeição no movimento, ter de pedir para alguém ajudar a tirar o cabelo dos olhos”, comenta. Depois que sofreu o acidente, Laís ficou quatro meses internada no Hospital Jackson Memorial e, atualmente, faz o tratamento em casa, em Miami. Marttos ajudou no atendimento inicial da atleta e, como cirurgião do trauma, atua na coordenação e no planejamento da recuperação da ginasta.

“Este caso foi muito marcante para mim. Como é bom ser médico, né? Como é bom ser enfermeiro, profissional da saúde. A gente conseguiu pegar uma menina que tinha tudo para estar deprimida, estar triste… e conseguiu motivá-la, usar a força interior dela de atleta para buscar a reabilitação, a se superar”, destaca. E a participação dele na recuperação de Laís vai muito além do hospital. “Estar junto com ela na primeira vez em que ela saiu em público, passar segurança para ela, ir para a piscina com ela. É muito bom ser médico”, diz. “E mesmo com todas essas situações, ela está sorrindo”, completa.

Ele usou o caso de Laís como um exemplo para que os médicos presentes não desistam de melhorar o atendimento a seus pacientes, mesmo no caso do Brasil, que ainda tem muito a evoluir na saúde. “A essência de ser médico a gente não deve esquecer jamais. A importância de lutar por melhores condições, por nosso paciente. A gente nunca pode esquecer”, frisa.

No início deste mês, Laís iniciou um tratamento inédito para tentar recuperar os movimentos. Ela foi a primeira pessoa a receber autorização do governo americano para receber injeções de célula-tronco.  Foram retiradas células da bacia e injetadas no local da lesão.

Durante a conferência “Traumatismo Raquimedular: abordagem multidisciplinar”, Marttos também falou dos avanços no tratamento de pacientes com lesões deste tipo. Contou sua experiência nos Estados Unidos, onde atua, e ressaltou a importância de um atendimento planejado e que envolva múltiplas áreas, como a psicologia e a fisioterapia.

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Conferência “Trauma e emergência: O SUS é a solução?” levou os presentes à reflexão sobre o tema.

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Dr Gustavo P. Fraga durante a conferência.

O presidente da SBAIT, Dr. Gustavo P. Fraga, tornou a conferência “Trauma e emergência: O SUS é a solução?,  eixo central do XI Congresso SBAIT, em um espaço de reflexão e debate sobre o tema, propondo elaborar conjuntamente a resposta para essa questão.

Na questão do Trauma, Dr Fraga estima que cerca de 99% da população recorre aos hospitais do SUS para atendimento. Por outro lado, é muito recente no país a organização das políticas de urgências e emergências. Desde o início dos anos 2000, com o estabelecimento de diversas portarias, o atendimento pré-hospitalar e os hospitais de referência ao trauma começaram a ser estruturados, decidindo por tornar o Trauma no Brasil, um sistema de urgência e emergência integrado.

A SBAIT participou ativamente desse processo, participando de discussões junto ao Ministério da Saúde, contribuindo para a criação da Rede de Atenção ao Trauma, que já está ativa, com a publicação das portarias, porém necessita ainda de alguns ajustes, como a questão do repasse do financiamento da linha de atenção ao trauma aos hospitais.

Mas o que nós, profissionais da saúde podemos fazer para que, de fato, o SUS seja a solução?

Para Dr. Fraga e diversos convidados participantes do debate, a SBAIT possui uma grande parcela de contribuição para tornar o SUS uma solução, pois a Sociedade é feita de pessoas. E são essas pessoas que trarão as soluções para o problema do Trauma no país.

Dr. Fraga convidou para compor a mesa, além do presidente da mesa, Dr Andre Gusmão  (BA), o Dr. Paulo Espada (SP), Dr. Hamilton Petry de Sousa,( RS) e Dr. Paulo Silveira (RJ).

Os convidados e diversos participantes da plateia compartilharam com os presentes sua experiência nos serviços em que atuam mostrando o cenário do sistema em diversas regiões do país e sua opinião sobre essa questão.

O debate levou à conclusão de que a resposta para a questão: Trauma e emergência: O SUS é a solução? depende de pessoas, dos profissionais que atuam no SUS diariamente. A resposta virá daqui a alguns anos, com as futuras gerações de médicos, como os acadêmicos de medicina presentes no XVI CoLT, que acompanharam a discussão.

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Manaus sedia curso DSTC

Aula Dr. Starling Manaus

Dr Sizenando Starling (MG) em sua aula

Nos dias 23 e 24 de setembro, em Manaus, foi realizado o 15º curso DSTC (Definitive Surgical Trauma Care) no Brasil, promovido pela SBAIT.

O curso, realizado nas instalações da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), fez parte da programação do XI Congresso SBAIT, como curso pré-congresso e foi o primeiro fora do Estado de SP, recebendo 15 participantes de vários estados, das regiões norte, nordeste, sul e sudeste do país.

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O Curso DSTC Manaus reuniu 15 participantes de várias regiões do país.

O curso DSTC Manaus teve como instrutores o Dr. Sizenando Starling (MG), Dr Sandro Scarpelini (SP), Dr José Cruvinel Neto (SP), Dr. Mauricio Godinho (SP), Dr. Elcio Shiyoiti Hirano (SP) e o convidado internacional Dr Ari Lepanienni.

 

 

 

 

 

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Prevenção é destaque durante Congresso

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Filipe Amado ( MA), Mariana Desiderá (SP), Andreia P. Scudeiro (RJ), Dr. José Cruvinel Neto (SP), Dra. Simone Habib (SP) e Dr Sandro Scarpelini (SP), integrantes da mesa redonda

Mesa redonda discute a ampliação de programas já consolidados e a participação de acadêmicos

A prevenção do trauma foi amplamente discutida hoje no 11º Congresso da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) e 16º Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma. Uma mesa redonda exclusiva sobre o tema permitiu a apresentação de programas já consolidados no Brasil e a importância do envolvimento de médicos e acadêmicos para diminuir a incidência do trauma do País.

O vice-presidente da SBAIT, Dr Sandro Scarpelini, contou as experiências do programa P.A.R.T.Y. Brasil, implementado no País por ele e pela Dra Ana Helena Parra, em 2008, na cidade de Ribeirão Preto. Atualmente, o programa, de origem canadense, tem cinco núcleos no Brasil: além de Ribeirão Preto, há grupos em Campinas, Sorocaba, Vitória e São Luís.

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A Mesa redonda “Prevenção em Trauma” reuniu muitos congressistas interessados no tema.

O P.A.R.T.Y. tem como objetivo sensibilizar jovens sobre os riscos de dirigir depois ingerir bebida alcoólica. São selecionados alunos para uma visita ao hospital. Eles assistem a filmes de prevenção e a palestras com bombeiros, SAMU e Polícia Militar. Depois, percorrem a sala do trauma e o CTI (Centro de Terapia Intensiva) e, em um último momento, voltam para a sala de aula e tem contato com sequelados, vítimas de acidentes. “Temos de falar de um jeito que atinja a cabeça dos adolescentes. A sexualidade é uma delas. Não adianta pregar a vida porque, nessa época, a gente acha que é imortal”, explica.

Em outra palestra, a Dra Simone Abib, presidente da ONG Criança Segura, abordou a prevenção de acidentes na infância. Apresentou dados que mostram que 79% das mortes por causas externas de 1 a 14 anos são causadas por de acidentes, sendo que 41% são de trânsito. Nesta mesma faixa etária, os acidentes são responsáveis por 89% das internações. Situações que, teoricamente, podem ser evitadas com trabalhos de prevenção.

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A mesa gerou muita interação e interesse da plateia

Simone ressaltou que, além do problema de saúde em si, esses acidentes geram muitos outros problemas às famílias afetadas. “Os irmãos se sentem em segundo plano, os pais se separam porque colocam a culpa um no outro…”, destaca. “É preciso prescrever prevenção como se fosse uma vacina”, reforça.

Para ajudar na implantação de programas de prevenção, um dos caminhos é o trabalho das Ligas de Trauma. No Brasil, são 43 ligas filiadas ao CoBralt (Comitê Brasileiro das Ligas do Trauma). Formada por estudantes de Medicina de diversas universidades do País, as ligas já desenvolvem trabalhos de prevenção junto à comunidade. A ideia é aumentar a participação delas nesses programas. O papel dos acadêmicos foi abordado pela Dra Andreia Pereira Escudeiro e reforçado pela presidente do CoBralt, Mariana Desiderá. “A prevenção é importante e a gente sabe que pode fazer. Estamos falando de perda de anos/vida. E é mais fácil, para nós, transmitir este conhecimento para jovens. É mais efetivo falar de jovem para jovem porque somos iguais”, diz.

A mesa foi presidida pelo Dr José Cruvinel Neto. O secretário foi o acadêmico Filipe Sousa Amado.

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SBAIT se firma como líder do preparo para atendimento a desastres

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Dr Tércio de Campos ( Santa Casa SP)

Entidade promove cursos para que equipes médicas de todo o país possam agir com maior eficiência em situações que envolvam múltiplas vítimas

A liderança da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) na comunicação e preparação de equipes para catástrofes foi um dos pontos destacados durante a Mesa Redonda “Atendimento a Desastres”. Preocupada com possíveis acidentes com múltiplas vítimas durante a Copa do Mundo, a entidade começou uma mobilização de médicos de todo o País para que estivessem preparados para agir em uma situação como esta.

Dr Técio de Campos, um dos palestrantes, abordou o legado da Copa e, entre eles, mencionou que a SBAIT ganhou respeito como líder em situações de catástrofe.  A Sociedade organizou cursos presenciais e via telemedicina com equipes de várias cidades do País, principalmente as cidades-sede do campeonato, para preencher uma lacuna deixada pelo governo federal, que se empenhou nos estádios, mas não elaborou um plano nacional de atendimento a desastres, mesmo sendo anfitrião de um grande evento, que trouxe milhares de turistas ao Brasil.

Paralelamente aos cursos, a SBAIT criou um grupo de médicos no WhatsApp, facilitando a comunicação entre eles na discussão de casos durante a Copa. Os resultados foram tão positivos, que o grupo foi mantido após o mundial, permitindo maior agilidade na comunicação entre os profissionais e a possibilidade de eles serem acionados como voluntários no caso de um desastre com múltiplas vítimas.

O planejamento é fator fundamental no atendimento a desastres. E a capacitação faz toda a diferença. O assunto foi abordado pelo presidente do Comitê de Desastres da Sociedade Pan-americana do Trauma, Dr Bruno M. Pereira, que também ministrou palestra durante a Mesa Redonda. “Capacitação é um tema muito difícil de ser abordado. Muitas vezes, o inesperado pode nos pegar de surpresa”, diz, lembrando o ataque às Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro 2001. Reforçou que é necessário muito treinamento para se ter habilidade e que a capacitação pode, por exemplo, permitir resultados mais otimizados e reduzir a incidência de erros, aumentando a segurança das equipes e das vítimas.

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Dr. Antonio Marttos ( Universidade de Miami -EUA)

Dr Antonio Marttos, brasileiro erradicado nos Estados Unidos, completou que, mesmo com muito treinamento, em situações reais, haverá falhas, já que há o fator humano e o estresse da situação. Marttos lidera um programa de telemedicina, que envolve hospitais e equipes de todo o mundo. Ele é diretor de Telemedicina do Ryder Trauma Center, em Miami, e um grande parceiro da SBAIT neste tipo de treinamento. A Telemedicina tem sido um recurso fundamental na troca de experiências entre médicos do Trauma, com reuniões semanais para a discussão de casos.

O Dr Paulo Roberto Carreiro, do Hospital João XXII, de Minas Gerais, foi o último palestrante e falou sobre a preparação de hospitais para atendimento de múltiplas vítimas. Ele destacou que este não é um problema apenas da emergência, mas sim de todos os setores do hospital, que precisam estar envolvidos. Disse, ainda, que cada setor tem o seu plano e que é a atuação de todos esses planos que formam o plano geral do hospital.

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Prof. Mattox abre Congresso da SBAIT com palestra motivadora

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Dr Kenneth L. Mattox (EUA)

Para o especialista, cirurgião do Trauma é o cirurgião híbrido do futuro

O 11º Congresso da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) e o 16º Congresso Brasileiro de Ligas do Trauma começaram hoje, em Manaus, com uma palestra motivadora Prof. Dr Kenneth L. Mattox, um dos especialistas do Trauma mais respeitados do mundo. Prof. Mattox falou sobre a evolução do cirurgião do Trauma e decretou: é o cirurgião híbrido do futuro. Em sua palestra, ele também falou da importância da criação de um banco de dados nacional sobre o assunto, o que ajudaria no tratamento da doença Trauma, que é a terceira causa de morte no País e a primeira entre jovens.

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” O Trauma não é para todo mundo” – Dr Kenneth L. Mattox

“O trauma não é para todo mundo. Não é para quem tem coração fraco. É preciso ser duro, seguro”, destaca. “Não pode ser aquele profissional preocupado em bater o ponto. Precisa ser alguém que goste de ir atrás do novo”, completa. Esta abordagem se deve à complexidade que envolve a formação de um cirurgião do Trauma. É um profissional que precisa de muito conhecimento de anatomia, fisiologia, preparo para lidar com emergência, gerenciamento e tomada de decisões.  Para o Prof. Mattox, o cirurgião do Trauma deve ser aquele que todo mundo procura quando tem algum problema na família. “O cirurgião do Trauma é um cirurgião de casos graves, um cirurgião que trabalha em turnos e que atende a muitas complicações”, explica.

“O Trauma não é eletivo. É ligado a uma série de outras áreas da medicina. Nós ainda mattox2temos muitas perguntas sem respostas nessa área”, diz. Ele explica que a criação de um banco de dados no País permitira analisar melhor a situação do Trauma. Saber, por exemplo, as tendências dos casos, os controles de sangramento e de inflamações, entre muitas outras coisas. “É preciso ter qualidade de atuação”, orienta.

Autor de vários livros de referência na área, Prof. Mattox é professor e vice-presidente da Divisão geral do Departamento Michael E. DeBakey, da Universidade de Medicina Baylor. Também é chefe do serviço de cirurgia e de gabinete no Hospital Geral Ben Taub, nos Estados Unidos.

Amanhã, Mattox participará da Mesa Redonda “Trauma Vascular”. Ao lado dele, também como palestrantes, estarão Charles J. Fox e Terence O´Keeffe, dos Estados Unidos, e Rodrigo Vaz de Melo, do Rio de Janeiro. A mesa será presidida pelo médico José Cruvinel Neto.

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Parceria entre SBAIT e WSACS deve aumentar acesso a conhecimento sobre a SCA

Anúncio foi feito durante simpósio em Manaus, onde também foi nomeado primeiro embaixador da entidade no Brasil

Dr Jan de Waele _presidente da WSACS

Dr Jan de Waele – presidente da WSACS

A SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) firmou hoje uma parceria com a WSACS (The Abdominal Compartment Society) para aumentar a difusão do conhecimento sobre a SCA (Síndrome Compartimental Abdominal) no Brasil. O anúncio foi feito durante o Simpósio Internacional sobre a Síndrome Compartimental Abdominal e suas implicações no paciente crítico, que aconteceu em Manaus. O presidente da WSACS, Dr Jan De Waele, que foi um dos palestrantes, também aproveitou o evento para nomear o médico Dr Bruno M.Pereira, da Universidade Estadual de Campinas e membro da SBAIT, como primeiro embaixador da entidade no mundo.

parceria sbaitAs medidas anunciadas por Waele fazem parte de um projeto de expansão e difusão do conhecimento da entidade que, até então, centralizava suas ações mais em países da Europa Oriental, Estados Unidos e Austrália. O objetivo é facilitar o acesso às informações da sociedade, com a tradução de textos, estudos e orientações para o português, além de ter um link entre os sites das duas entidades. Para o presidente da SBAIT, Dr Gustavo P. Fraga, que participou de uma mesa redonda durante o simpósio, o evento foi um marco para o início desta parceria. “Trabalharemos juntos em educação e pesquisas sobre Hipertensão Intra-abdominal e Síndrome Compartimental Abdominal”, destaca.

Segundo o embaixador recém nomeado, já é possível traçar o início deste trabalho. “Os próximos passos são traduzir os guidelines para o português e permitir que as pessoas que não falam inglês tenham acesso em português. Isso vai trazer um benefício muito grande para a população médica”, explica Pereira. “A conexão com a SBAIT vai permitir diversos pontos de progresso”, completa.

A preocupação das duas entidades em aumentar o acesso ao conhecimento sobre a SCA se deve, principalmente, à importância da prevenção. Durante uma de suas palestras, Pereira apresentou resultados parciais de um estudo pan-americano que aponta que a maioria dos médicos não tem conhecimento profundo sobre a síndrome. Neste estudo, que ainda será publicado, foram ouvidos 175 especialistas, todos médicos de UTI´s (Unidades de Terapia Intensiva). “Deste total, 94% acreditam conhecer os conceitos da SCA, mas quando fizemos perguntas mais aprofundadas, apenas 22% souberam responder”, comenta Pereira. A maioria das pessoas ouvidas é formada há mais de 15 anos. Apenas 3% são residentes.

A SCA é uma complicação grave, causada pelo aumento exagerado da PIA (Pressão Intra-Abdominal), com significativa morbidade e mortalidade, já que pode levar a uma falência múltipla de órgãos. Ela pode ser causada, entre outros fatores, por pancreatite aguda, aneurisma de aorta abdominal, trauma, e tumores abdominais e retroperitoneais.

Além de Waele e Pereira, o Dr Terence O’ Keeffe e o Dr Rao Ivatury, ambos dos Estados Unidos, também ministraram palestra no simpósio, que faz parte da programação Pré-Congresso do 11º Congresso da SBAIT. O evento acontece em Manaus, de amanhã até sábado.

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Congresso da SBAIT em Manaus discutirá a importância do SUS

Evento deve reunir cerca de 700 congressistas da área do Trauma de todo o Paíslogo evento

Pela primeira vez, a região norte do País vai sediar o tradicional (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado), que ocorre a cada dois anos, e está em sua 11ª edição. De 25 a 27 de setembro, Manaus (AM) receberá profissionais renomados do Trauma. São 12 palestrantes internacionais e mais de 80 cirurgiões nacionais, com vasta experiência no ensino e na assistência em Cirurgia de Trauma e Emergência. A expectativa é de que o evento receba cerca de 700 congressistas de diversas regiões do País. Juntos, eles vão discutir a importância do SUS (Sistema Único de Saúde) e da Rede Pública na assistência ao Trauma e Emergência. Paralelamente ao congresso, irá ocorrer o XVI CoLT (Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma) e atividades organizadas pelo Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência (COBEEM).

“Através deste congresso, faremos a integração de um país continental por meio de uma linguagem única no ensino e assistência em Cirurgia do Trauma e Emergência”, explica o organizador do evento, Cleinado de Almeida Costa. Para isso, a comissão organizadora apostou em uma programação diversificada, com temas e formatos que atendam aos interesses de atualização dos participantes. Serão discutidos, por exemplo, “Problemas frequentes no Plantão”, “Casos Clínicos Desafiadores”, “Segurança do Paciente x Segurança da Cena” e “Atendimento a Múltiplas Vítimas”, entre muitos outros assuntos.

Nos dois primeiros dias de evento, a programação começa às 8h e vai até às 18h. No último dia, será das 8h às 12h15. Haverá grupos direcionados à Medicina e à Enfermagem. Conferências, mesas redondas, grupos de discussão de casos e palestras de vários temas compõem o programa do Congresso. Entre os convidados internacionais, estão Ari Lepäniemi, da Finlândia, Antonio C Marttos Jr., Rao Ivatury, Ronald Maier e Raul Coimbra, dos Estados Unidos, e Jan J. De Waele, da Bélgica.

“Precisamos chamar a atenção dos gestores federais, estaduais e municipais para uma política adequada, que se reflita positivamente nos 140 mil mortos a cada ano e nos nove bilhões de dólares/ano que o Trauma representa no Brasil”, destaca Costa.

Sobre o Congresso:

O Congresso da SBAIT, realizado desde 1995, já passou pelos Estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que ele é feito em uma cidade da região Norte. E a escolha de Manaus levou em conta a importância da cidade, que representa os prontos-socorros e as salas de emergência de todo o País que estão fora do eixo sul-sudeste. “Manaus tem dois milhões de habitantes, é o segundo maior pólo industrial e sexto maior PIB do País”, diz Costa.

Para o presidente da SBAIT, Gustavo P. Fraga, é muito importante que o Congresso seja feito em regiões diferentes a cada edição. “É uma forma de levarmos conhecimento a todo País. A SBAIT tem uma preocupação muito grande com a formação e a atualização dos profissionais da área do Trauma e o  Congresso é uma ferramenta muito importante neste sentido”, ressalta.

Sobre a SBAIT:

A SBAIT (Associação Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) é uma associação de médicos, sem fins lucrativos, com ampla área de atuação. Além de congregar os profissionais e desenvolver diversos tipos de ações para melhorar o atendimento ao paciente traumatizado, também atua na área de prevenção ao Trauma, um dos principais desafios da atualidade.

Sobre o Trauma:

Trauma é uma das maiores causas de morte no País. Ele é caracterizado por acontecimentos não previstos, de causa externa, como acidentes de trânsito e homicídios, sejam com múltiplas vítimas ou não. É considerado uma doença e um problema de saúde pública de grande magnitude, que tem provocado a morte de milhares de pessoas por ano.

Congresso da SBAIT 

Local: Tropical Manaus EcoResort

Dias e Horários: 25 e 26/09, das 8h às 18h. No dia 27, das 8h às 12h15

Informações: www.sbaitmanaus2014.com.br

Por Assessoria de Imprensa SBAIT

 

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