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Simulado de acidente aéreo com múltiplas vítimas é realizado em Ribeirão Preto (SP)

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A simulação foi um pouso de emergência seguido de incêndio.

Na quinta-feira (27) foi realizado no Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto( SP) um exercício simulado de acidentes envolvendo múltiplas vítimas. Um avião com focos de incêndio e fumaça foi colocado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) em uma das pistas, que ficou fechada para pousos e decolagens durante a realização do treinamento de funcionários, voluntários, bombeiros e equipes médicas.

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Cerca de 300 pessoas, sendo 24 vítimas, participaram do Simulado.

Foi acionado todo o sistema envolvido com o plano de contingência em catástrofes da Defesa Civil e a simulação envolveu, além do atendimento no local, o transporte e atendimento das vítimas simuladas nos hospitais conveniados ao SUS.

Os alunos do projeto PET/Redes de Urgência foram os “sombras” (avaliadores) dos pacientes simulados e tinham um check-list específico para avaliar as 5 fases do atendimento: triagem primária e secundária; e os atendimento no pré-hospitalar, durante o transporte e no hospital.

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Alunos de medicina da FMRP-USP (Projeto PET/Redes de Urgência) e da UNAERP – avaliadores do atendimento do exercício simulado

De acordo com o Daesp, cerca de 300 pessoas participaram do simulado, que durou aproximadamente uma hora e meia.

Este evento faz parte do projeto do Ministério da Saúde – PET/Redes de Urgência e é coordenado pelo membro da SBAIT,  Prof. Gerson Alves Pereira Júnior (FMRP-USP).

Os simulados são organizados em conjunto com o Corpo de bombeiros, SAMU, Defesa Cívil e as faculdades de medicina/enfermagem (USP, UNAERP e Barão de Mauá) da cidade de Ribeirão Preto.  Este foi o segundo exercício simulado de acidentes envolvendo múltiplas vítimas. Em maio, o exercício foi realizado no estádio de futebol do Botafogo (SP).

Matérias relacionadas:

Simulado de acidente aéreo reúne 300 participantes em Ribeirão Preto –  ( Portal Folha de SP, 27/11/2014)

Aeroporto simula acidente com avião em Ribeirão Preto, SP ( Portal G1 – 27/11/2014)

Aeroporto Leite Lopes simula acidente aéreo ( Jornal A Cidade – 27/11/2014)

Confira outras  imagens do simulado

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Ligas de trauma latino-americanas – História e missão da Liga do Trauma e Emergência de Pittsburgh (EUA)

FINAL small PTEL LOGOAs Ligas de trauma latino-americanas possuem grande influência internacional. No verão de 2014, uma estudante de enfermagem da Universidade de Pittsburgh realizou um estágio em um hospital na cidade de Cuenca, Equador. Durante seu estágio, a acadêmica de enfermagem conheceu a Liga Acadêmica de Trauma e Urgências – “La Liga Académica de Trauma y Emergencias” – que havia sido recentemente fundada por duas escolas de medicina que lá existem. Desta forma, ela participou das atividades da liga do trauma, aprendeu com os fundadores os princípios e os bastidores que envolvem a formação das ligas, e reconheceu a imensa influência positiva que este grupo possuía sobre os alunos e a comunidade. Após retornar para sua universidade, ela percebeu que havia potencial para a formação de uma liga.

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Prof. Puyana (de terno) e Lisa (de avental) com integrantes da Liga de Trauma de Cuenca, Equador.

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Prof. Puyana orientando aluno da Liga

Uma abordagem multidisciplinar foi aplicada ao modelo liga do trauma e de emergência. Sendo assim, em janeiro de 2014 foi inaugurada a Pitt Trauma & Emergency League (PTEL), que surgiu em decorrência de um grande interesse dos estudantes, professores e profissionais de medicina, enfermagem, medicina de emergência, setores de graduação em saúde preventiva, saúde pública e assistência social em discutir o tema. Para divulgar suas atividades foram utilizadas redes sociais, promoção em classes, website e listas de e-mail da escola. Uma lista de interessados na discussão do tema ​​foi criado, recrutando-se líderes em potencial em entrevistas pessoais e, assim, foram designados a assumirem como membros da liga e da diretoria. Diretorias de gestão, acadêmica, prevenção e comitês de pesquisa foram formados pelos 17 membros inicialmente identificados. A missão foi definida como: promover o interesse pelo atendimento ao trauma e emergência, estimular a prevenção baseada em evidências, desenvolvimento profissional, liderança, prevenção de lesões, preparação acadêmica, e uma compreensão de trauma e emergência como problema de saúde pública e global.

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Dr. Tisherman com alunos da PTEL

PTEL oferece atividades e incentiva a participação em eventos comunitários e universitários que se correlacionam com sua missão. A diretoria acadêmica é a responsável por elaborar palestras, workshops, experiências clínicas, cursos, etc. Entre as atividades mais desenvolvidas pela liga estão as palestras que são apresentadas pelos profissionais da saúde. O objetivo da diretoria de pesquisa é ajudar a tornar o processo de pesquisa mais acessível e produtivo. Inclui sessões de pesquisa e um clube de revista. PTEL cria novas oportunidades de pesquisa tanto em Pittsburgh, quanto internacionalmente conectando os alunos mentores de projetos potenciais através de apoio às suas iniciações científicas. Os objetivos da diretoria de prevenção incluem a necessidade de conscientização de que o trauma é um problema de saúde pública e global, além de estimular a educação voluntariada sobre atendimento ao trauma e emergências, além de alertar para o risco de lesão.

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Vista aérea da Universidade de Pittsburgh

PTEL é inspirado pelas ligas do trauma da América Latina. Embora a estrutura e as atividades foram adaptadas para a Universidade de Pittsburgh, os objetivos fundamentais são compartilhados. O objetivo é criar uma comunidade que capacita os alunos a investir na sua educação, para a melhoria das suas comunidades através da criação de novas redes entre universidades, profissionais e sociedades. A Panamerican Trauma Society representa um elo entre as ligas do trauma e emergência facilitando as interações internacionais.

 

PTEL é divulgada através de seu site, lista de discussão, grupo no Facebook e Twitter:

Website: http://yganali.wix.com/ptel

Email: PittTraumaEmergencyLeague@gmail.com

Facebook: PTEL – Pitt Trauma & Emergency League,

Twitter: @PTEL_Pitt

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2ª Conferência Nacional do ATLS comemorou 25 anos de cursos ATLS no Brasil

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Representantes dos núcleos ATLS no Brasil e equipe do Comitê de Trauma Brasileiro

Membros da SBAIT participaram neste sábado , 22 de novembro, da 2ª Conferência Nacional do ATLS, realizada no auditório Berilo Langer do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

O encontro foi marcado pela comemoração do jubileu de prata dos cursos ATLS no Brasil e reuniu representantes dos núcleos do ATLS ( Advanced Trauma Life Support) de todo o país.

Estiveram presentes no evento, instrutores pioneiros que formaram a primeira turma do ATLS no Brasil, no ano de 1989, como Dr. Izio Kowes , Dr. Newton Djin Mori e Dr. Dario Birolini.

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Dr Newton Djin Mori durante a apresentação inicial

Dr Newton Djin Mori, chairman do Comitê de Trauma Brasileiro do Colégio Americano de Cirurgiões, deu as boas vindas aos presentes e compartilhou os avanços do ATLS e de outros programas nos últimos anos, assim como as novidades e tendências para o ATLS.

Durante a programação da conferência, 19 núcleos de diversas regiões e estados brasileiros apresentaram seus relatórios de evolução do ATLS em casa localidade. Na sequência, Dr. Dario Birolini, um dos idealizadores do programa no Brasil, fez uma retrospectiva dos 25 anos de ATLS no país e Dr Renato Poggetti, contou aos presentes o alcance dos cursos e Programas de São Paulo à América Latina.

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O evento reuniu representantes dos Núcleos ATLS de várias regiões e estados do país

O curso ATLS tem como objetivo aprimorar e padronizar o atendimento, orientando médicos de todas as especialidades na avaliação inicial, no controle e no atendimento do paciente traumatizado. Com carga horária de 20 horas, a programação possui aulas teóricas e estações de treinamento prático.

Idealizado e implantado pelo Colégio Americano de Cirurgiões em 1979, o programa ATLS já foi adotado em cerca de 40 países nos cinco continentes. No Brasil, atualmente são realizados, em média,  120 cursos ATLS por ano. Já são aproximadamente 40.000 médicos formados e 1300 instrutores treinados. Segundo Dr Djin, “a meta é conquistar 500 cursos anuais, procurando alcançar os locais que mais precisam”.

Os Instrutores pioneiros registraram sua mensagem pela solenidade do jubileu dos cursos ATLS no Brasil:

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Dr Izio Kowes

Para Dr. Izio Kowes, do núcleo de Salvador, “O projeto ATLS, que começa há 25 anos atrás,  realmente transcendeu toda nossa expectativa, porque um núcleo pequeno de colegas médicos, abnegados e entusiasmados , cientes da importância de divulgar o atendimento ao trauma e a padronização , levou essa mensagem e padronização para todos os recantos e estados do Brasil . Na minha opinião, isso já é uma história de sucesso. Sabemos que hoje o trauma é a principal causa de mortalidade da juventude nas primeiras quatro décadas de vida. E portanto, além do custo pessoal, o custo para a sociedade é muito alto. E entender o trauma em toda sua totalidade, desde sua prevenção até seu tratamento é fundamental. É isso que estamos fazendo e é isso que modificou realmente o perfil do atendimento do trauma no país. Para o futuro, esse é um projeto que deve expandir, devemos nos organizar e profissionalizar cada vez mais e trabalhar de forma integrada tendo informações centralizadas para que possamos divulgar e difundir cada vez mais esse curso no nosso país.

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Dr Newton Djin Mori

Dr Djin : “Estamos há 25 anos de ATLS no Brasil. Comecei minha jornada no trauma em 1986 na verdade, em uma viagem aos Estados Unidos, com Prof. Dario, Prof. Samir Rasslan, Prof. Admar Pacheco, Prof. John Cock Lane, e o  Prof. Luís Sergio Leonardi, onde conhecemos alguns serviços do país. Era o primeiro contato a ser estabelecido para se fazer um grupo de reconhecimento aos sistemas de trauma. No ano seguinte, um grupo de brasileiros foi a São Francisco participar de um curso de instrutores do ATLS (STARTER) e tornaram-se os primeiros a poderem ministrar os cursos em seus países de origem. Ao voltar, houve um período de latência, começando um impulso em 1992. Hoje somos um grupo muito forte. Esse curso fornece os elementos básicos para a formação de um médico para que ele possa atender um traumatizado. Com isso, há um impacto sobre a morbidade e mortalidade. Esse curso não detém alta tecnologia, são conhecimentos vinculados de uma forma sistematizada e priorizada, que permite aos médicos fazerem o diagnóstico da maior parte das afecções que matam o paciente rapidamente, conseguindo salvá-lo nesse período, e encaminhá-lo ao tratamento definitivo. O evento de hoje é fruto desse curso e hoje somos um grande grupos de médicos no país todo envolvidos no assunto. A SBAIT nasceu aqui também e hoje tem seu caminho próprio. Muitas pessoas hoje perdem sua vida com o trauma, sendo que essa é uma doença totalmente previsível e evitável. Vale a pena estruturar o ambiente hospitalar e pré-hospitalar. Contamos com o empenho do Governo para isso. As Sociedades Médicas já estão fazendo sua parte há muitos anos. Para o futuro, vislumbro uma perspectiva muito boa. Se tivermos um sistema de trauma bem estruturado, nós passaremos a controlar isso e ao invés de nós difundirmos cursos de destreza, para treinar os cirurgiões, talvez então difundiremos cursos para promover prevenção, para ocorrer menos acidentes. Chegaremos lá!

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Dr Renato Poggetti

Dr Renato Poggetti – “A mensagem que o ATLS traz e tem levado a vários países é que ele tem sido a base para aglutinação de conhecimento e potencial humano na área de trauma. É um curso que treina os profissionais da saúde para atender o traumatizado, ao mesmo tempo ele agrega esses profissionais, cria núcleos de multiplicação, treina instrutores. Esse ambiente faz com que esses núcleos acabem trazendo outros programas de treinamento, programas de controle de qualidade e programas de incentivo de melhorias de leis e prevenção ao trauma. Na verdade ele tem funcionado como uma célula que dá início  a uma série de atividades para melhorar o atendimento ao traumatizado como um todo, não só no atendimento inicial, mas também no atendimento pré-hospitalar, atendimento a desastres, técnicas cirúrgicas do trauma, nos programas de controle de qualidade, na prevenção, enfim, é um centro que congrega vários profissionais que acabam se aprimorando e contaminando a comunidade que está envolvida em torno desses núcleos. Esse é o grande valor do ATLS. Nisso o Brasil está de parabéns, por ter esse programa vivo, crescendo, por 25 anos e tenho certeza que vai gerar outros programas e que o traumatizado será melhor atendido em consequência disso.”

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Sra Rute Tomida , primeira secretária do programa ATLS no Brasil

 

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Dr Dario Birolini

 

 

“É uma honra e um orgulho imenso ver a evolução do ATLS nesses 25 anos” – Sra Rute Tomida, primeira secretária do programa ATLS no Brasil.

 

 

Dr Dario Birolini – “Há 25 anos atrás, trauma não era nem sequer considerado como doença. Hoje em dia, graças a essas iniciativas, nós temos não apenas uma conscientização, mas uma clara melhoria do atendimento às vítimas do trauma. Precisamos ir em frente!”

 

Confira imagens que marcaram o evento:

 

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CFM define fluxos e responsabilidades do SAMU e outros serviços móveis de urgência e emergência

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (19), a Resolução CFMsamu nº 2.110/2014, que normatiza fluxos e responsabilidades dos serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência, dentre eles os SAMUs que atendem os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A norma estabelece critérios que buscam trazer melhorias na assistência oferecida, beneficiando, sobretudo, os pacientes.

A nova norma do CFM dialoga com outras duas resoluções da autarquia, publicadas em setembro, que definiram fluxos e responsabilidades para o atendimento em urgências e emergências (UPAs e prontos-socorros). As Resoluções CFM 2.077 e 2.079 exigem dos gestores a garantia de leitos para receber pacientes que precisam de internação, regulamentam o funcionamento dos sistemas de classificação de risco e orientam os médicos ao um acompanhamento mais intenso da evolução dos pacientes graves dentro da rede pública.

Transporte de pacientes – Entre outros pontos, a Resolução 2.110/2014 destaca que os serviços pré-hospitalares móveis de urgência e emergência ligados ao SUS devem, obrigatoriamente, priorizar os atendimentos primários (em domicílio, ambiente público ou via pública) por ordem de complexidade e não a transferência de pacientes dentro da própria rede.

Retenção de macas – Outra questão que a Resolução CFM 2.110/2014 aborda é quanto as liberação de macas das ambulâncias do SAMU. As retenções desses equipamentos se repetem em vários hospitais pelo país, pois há uma grande quantidade de pacientes que não conseguem leitos ao chegar nas unidades de saúde. Com isso, os veículos ficam parados, na entrada das unidades aguardando a liberação, e ficam impedidos de atender outros chamados de urgência.

Segundo a nova norma do CFM, no caso de falta de macas – ou qualquer outra condição que impossibilite a liberação da equipe, dos equipamentos e da ambulância -, o médico plantonista responsável pelo setor de urgência deverá comunicar imediatamente o fato ao coordenador de fluxo ou diretor técnico do hospital. Para a autarquia, este profissional deverá tomar as providências imediatas para a liberação da equipe com a ambulância.

Vaga zero – A Resolução do CFM 2.110/2014 determina ainda que a chamada “vaga zero” seja prerrogativa e responsabilidade exclusiva do médico regulador de urgências. Para O CFM, o recurso é essencial para garantir acesso imediato aos pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso, mas deve ser considerada como situação de exceção e não uma prática cotidiana na atenção às urgências.

Pela regra do CFM, o médico regulador no caso de utilizar o recurso vaga zero, deverá, obrigatoriamente, fazer contato telefônico com o médico que receberá o paciente no hospital de referência, detalhando o quadro clínico e justificando o encaminhamento. Por sua vez, se a unidade enfrentar o problema de superlotação, o seu responsável deverá comunicar o fato aos responsáveis pela gestão para que seja encontrada uma solução, conforme previsto nas Resoluções CFM nº 2.077 e nº 2.079.

Serviço médico – A norma afirma também que o sistema de atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e emergência é um serviço médico e, portanto, sua coordenação, regulação e supervisão direta e a distância deve ser efetuada por um médico, com ações que possibilitem a realização de diagnóstico imediato nos agravos ocorridos, com a consequente terapêutica.

Assim, de acordo com a Resolução 2.110, todo o serviço de atendimento pré-hospitalar móvel passa a ter a obrigatoriedade de um diretor clínico e diretor técnico, ambos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) da Jurisdição onde se localiza o serviço, os quais responderão pelas ocorrências de acordo com as normas legais vigentes.

Conheça os destaques da Resolução CFM 2.110/2014: 

Atendimento primário – O serviço pré-hospitalar móvel de urgência e emergência deve, obrigatoriamente, priorizar os atendimentos primários em domicílio, ambiente público ou via pública, por ordem de complexidade, e não a transferência de pacientes na rede. 

Serviço privado – A responsabilidade da transferência de pacientes na rede privada é de competência das instituições ou operadoras dos planos de saúde, devendo as mesmas oferecer as condições ideais para a remoção. 

Jornada de trabalho – Recomenda-se que, para o médico regulador quando em jornada de 12 horas de plantão, deverá ser observada uma hora de descanso remunerado para cada cinco horas de trabalho. 

Prerrogativa médica – Vaga zero é prerrogativa e responsabilidade exclusiva do médico regulador de urgências, e este é um recurso essencial para garantir acesso imediato aos pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso, devendo ser considerada como situação de exceção e não uma prática cotidiana na atenção às urgências.

Atendimento – É de responsabilidade do médico receptor da unidade de saúde que faz o primeiro atendimento a paciente grave na sala de reanimação liberar a ambulância e a equipe, juntamente com seus equipamentos, que não poderão ficar retidos em nenhuma hipótese. 

Óbito – O médico intervencionista, quando acionado em situação de óbito não assistido, deverá obrigatoriamente constatá-lo, mas não atestá-lo. Neste caso, deverá comunicar o fato ao médico regulador, que acionará as policias civil, militar ou o Serviço de Verificação de Óbito para que tomem as providências legais. Paciente com morte natural assistida pelo médico intervencionista deverá ter o atestado de óbito fornecido pelo mesmo, desde que tenha a causa mortis definida.

Acesse a matéria completa:

CFM define fluxos e responsabilidades do SAMU e outros serviços móveis de urgência e emergência ( Portal CFM, 19/11/2014)

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Presidente da SBAIT assume a presidência da Panamerican Trauma Society (PTS)

Mesa de abertura do Congresso durante apresentacao do italiano Catena

Mesa de abertura do Congresso durante apresentacao do italiano Catena

Foi realizado de 12 a 14 de novembro de 2014, no Hotel Sheraton, na Cidade do Panamá, no Panamá, o XXVII Panamerican Trauma Congress. O evento contou com a presença de 70 palestrantes convidados estrangeiros, provenientes de 22 países, além de palestrantes do Panamá.

Brasileiros presentes no evento

Brasileiros presentes no evento

Do Brasil participaram do programa científico a enfermeira Christiane Alencar Domingues (GRAU SP) e os cirurgiões Bruno M. T. Pereira (Unicamp), Francisco S. Collet-Silva (USP), Gustavo P. Fraga (Unicamp), Renato S. Poggetti (USP) e Sizenando V. Starling (Hospital João XXIII, Belo Horizonte).  O Dr. José Cruvinel Neto (Unicamp) atuou como instrutor no curso de Ultrassom em Urgência e Emergência (USET) e um total de 25 brasileiros participaram do congresso, entre eles: Prof. Dr. Newton Djin Mori (Coordenador do programa ATLS® no Brasil), Dr. Savino Gasparini Neto (Governador do Capítulo Brasileiro do American College of Surgeons), quatro médicas do Programa de Residência em Cirurgia do Trauma do Hospital João XXIII e acadêmicos da Universidade Federal do Paraná.

O congresso recebeu 500 participantes

O congresso recebeu 500 participantes

O evento recebeu público de 500 pessoas e 163 trabalhos científicos, de 13 países, sendo 28 apresentações orais. Pela primeira vez aconteceu uma sessão em conjunto com a World Society of Emergency Surgery (WSES), com a presença do Secretário Geral da Sociedade, o Prof. Fausto Catena, da Itália. A Presidente da Comissão Organizadora foi a Dra. Martha Quiodettis, do Panamá.

Membros da Diretoria da PTS

Membros da Diretoria da PTS

Ordonez, Ivatury, Fraga, Lorenzo e Aboutanos

Ordonez, Ivatury, Fraga, Lorenzo e Aboutanos

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Aboutanos, Lorenzo, Fraga e Ivatury

Durante o congresso ocorreu a posse da nova Diretoria da PTS para 2014/2015, assumindo como presidente o Prof. Dr. Gustavo P. Fraga, professor da Unicamp e atual presidente da SBAIT, e como vice o Dr. Antônio Marttos Jr., professor da Universidade de Miami, substituindo, respectivamente, os cirurgiões Manoel Lorenzo (EUA) e Carlos Ordoñez (Colômbia). A sede da PTS continuará na Virginia Commonwealth University (VCU), em Richmond, Virginia, Estados Unidos da América, tendo como Diretor Executivo o Prof. Rao Ivatury e Secretário Geral o Prof. Michael Aboutanos, ambos da VCU. Essa é a quinta vez que um brasileiro assume a presidência da PTS, que já foi comandada por três Membros Honorários da SBAIT, os professores Dario Birolini (1990/1991) e Renato Sérgio Poggetti (em 2010/2011), ambos da USP, e o Honorário Internacional Prof. Dr. Raul Coimbra (em 2009/2010), quando já chefiava a Divisão de Trauma, Cuidados Intensivos Cirúrgicos e Queimados da Universidade da Califórnia, San Diego). O Prof. Dr. Samir Rasslan foi o presidente em 2002/2003 quando atuava na Santa Casa de São Paulo.

O XXVIII Panamerican Trauma Congress será realizado em Santa Cruz, Bolívia, de 10 a 13 de novembro de 2015, e em 2016 o congresso será no Brasil, em Maceió, Alagoas, junto com o XII Congresso SBAIT e XVIII Congresso Brasileiro das Ligas do Trauma (CoLT).

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16 de novembro – Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito

10322572_759427274144931_3987646974679942903_nO terceiro domingo de todo mês de novembro é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, determinado pela ONU (Organização das Nações Unidas) desde 2005. Um momento de propor à sociedade uma reflexão sobre as atitudes no trânsito de todos os dias.

Em 2013, mais de 50 mil pessoas morreram no trânsito de todo Brasil. Mais de 400 mil pessoas ficaram feridas.   Por dia mais de 40 crianças são vítimas de acidentes, sendo que 5 delas chegam à óbito.

Para mudar essa realidade, diversas Instituições estão engajadas na promoção de ações de conscientização focadas na informação para quem faz o trânsito: homens, mulheres, adultos, jovens, crianças e idosos.

VÍTIMAS4Estamos na Década Mundial de Ações para Segurança no Trânsito, ( 2011-2020)proclamada em Assembleia Geral, de 2 de março de 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) visando estimular esforços para conter e reverter a tendência crescente de fatalidades e ferimentos graves em acidentes no trânsito em todo o mundo.

Conheça as peças da campanha de 2014 do Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito e o vídeo do Movimento Maio Amarelo em homenagens às vítimas de trânsito de todo o mundo.

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=nAvJSnjrTlg]

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Morre aos 85 anos ex-ministro Adib Jatene em São Paulo

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Adib Jatene em foto de janeiro de 2011 (Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

O médico e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, 85, morreu em casa, nesta sexta-feira (14), em São Paulo, aos 85 anos de idade.  Diretor-geral do HCor e um dos pioneiros da cirurgia do coração no Brasil, Jatene possuia mais de 20 mil cirurgias em seu currículo. Foi o primeiro a realizar a cirurgia de ponte de safena no Brasil e inventou aparelhos e equipamentos médicos.

Internação
Em 22 de setembro deste ano, Jatene havia sido internado também após sofrer um infarto. Em maio de 2012, o médico já havia sido internado com dores no peito e passado por um cateterismo. No procedimento, ele precisou colocar um stent (prótese metálica para a desobstrução de artérias).

Médico e ministro

Acriano de Xarupi, Jatene era filho de um seringueiro libanês e de uma dona de armarinho. Quando criança, a família se mudou para Uberaba, em Minas Gerais, e, depois, para São Paulo. Na capital paulista, estudou na Universidade de São Paulo (USP), formando-se aos 23 anos pela Faculdade de Medicina. A residência e pós-graduação foram feitas no Hospital das Clínicas da mesma faculdade, sob a orientação do professor Euríclides de Jesus Zerbini (1912-1993), pioneiro dos transplantes de coração no país.

Com mais de 20 mil cirurgias no currículo, se destacou também por ter sido o primeiro a realizar a cirurgia de ponte de safena no Brasil e por ter inventado aparelhos e equipamentos médicos. Em Uberaba (MG), lecionou Anatomia Topográfica da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro. Neste período, construiu seu primeiro modelo de coração-pulmão artificial. Em São Paulo, trabalhou no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e como cirurgião no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia da Secretaria de Estado da Saúde.

Na política, apesar de não ter se filiado a partidos, atuou como secretário estadual da Saúde de São Paulo (1979-1982), no governo de Paulo Maluf, e duas vezes como ministro, na mesma área, nas gestões Fernando Collor (1992, por oito meses) e Fernando Henrique Cardoso (1995-1996, por 22 meses). No governo de FHC, criou a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), para ajudar a financiar a saúde brasileira, e deu continuidade ao projeto dos medicamentos genéricos e ao programa de combate à Aids. Foi membro da Academia Nacional de Medicina e autor e co-autor de cerca de 700 trabalhos científicos publicados na literatura nacional e internacional.

Ele deixa quatro filhos – os também médicos Ieda, Marcelo e Fábio, além da arquiteta Iara – e a mulher Aurice Biscegli Jatene.

Condolências da SBAIT à família e amigos

Diretoria SBAIT

 

Fonte: Portal G1

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Semana Piscina + Segura promove ações de prevenção de afogamentos em todo o país.

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O afogamento é a segunda causa de morte em crianças de um a nove anos de idade .

Com a proximidade do verão, além do calor, também aumenta a preocupação com a prevenção de afogamentos em piscinas de clubes, academias, condomínios , etc.

No Brasil 20 pessoas morrem afogadas todos os dias. O afogamento é a segunda causa de morte em crianças de um a nove anos de idade e a terceira, entre dez e 19 anos. Os afogamentos em piscinas representam 53% de todos os casos de afogamento entre crianças, na faixa etária de 1 a 9 anos.

A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA) , parceira da SBAIT, que tem como objetivo principal reduzir o número de afogamentos, estabelecer as melhores técnicas e uniformizar e difundir o conhecimento, promove a campanha PISCINA+SEGURA, criada em dezembro de 2013 com a finalidade de aumentar a segurança em ambientes aquáticos de piscinas e assim reduzir o número óbitos e incidentes em geral.

campanha_piscina+segura1-640x850A campanha realiza eventos de promoção de prevenção durante todo ano, mas atinge seu ponto alto com a Semana Piscina + Segura , realizada em 2014, de 10 a 14 de novembro. A ação intensifica as diretrizes a estabelecimentos, capacitação de professores e promoção de aulas de prevenção com alunos durante toda a semana.

Em 2014, mais de 30 instituições, entre escolas, clubes e academias, de sete estados brasileiros: DF, GO, PE, RJ, RS, SC e SP aderiram à Semana Piscina + Segura, o que representa mais de 25.000 alunos impactados com as ações.

Professores treinados e conscientizados de sua importância no trabalho de prevenção de afogamentos assumem um papel vital na redução dos afogamentos no Brasil. Sua imagem positiva e importância garantem a aderência e conscientização de crianças e pais sobre os riscos que existem num ambiente tão divertido quanto à piscina.

Saiba mais:

Semana PISCINA+SEGURA 

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Liga do Trauma de Catanduva (SP) realiza Simulado de Catástrofe

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O Simulado contou com 8 vítimas, sendo 5 graves.

Foi realizado na quarta-feira (12), o Simulado de Catástrofe, organizado pela Liga do Trauma de Catanduva (SP). e realizado na Fábrica de Cafés COCAM.

Em resumo foram 8 vitimas dentre elas 5 graves em que  a origem do acidente foi a explosão de uma caldeira e vazamento de amônia.

No simulado a equipe de brigada da COCAM fez a transição da área quente para área morna e a descontaminação. Os bombeiros levaram as vitimas da área morna para fria onde estava montado o posto médico avançado e realizaram o START. A partir desse momento os estudantes do 4º ano fizeram o atendimento. Todos foram encaminhados para o Hospital Escola Emilio Carlos, onde foi realizado o exame secundário sob a supervisão dos residentes de cirurgia geral.

Devido ao ótimo treinamento dos alunos, bombeiros e médicos do Samu e apesar da complexidade e gravidade dos casos não houveram “mortes”, todos foram salvos.

Confira abaixo, imagens do simulado:

Texto e imagens: Liga do Trauma de Catanduva

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3ª Jornada de Atendimento Pré-Hospitalar e Medicina do Tráfego da Intervias reuniu mais de 100 pessoas

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Palestrantes da Jornada: Cel. Marco Antônio M. Bellagamba, Dr. Antônio Onimaru, Dr. Flávio Emir Adura, Dra. Josiene Germano, Prof. Dr. Marco Aurélio Guimarães, Prof. Dr. Eliodoro Bastos, Prof. Dra. Lucila B. F. Prado, Dalton Guerra Lage e Maj. Clayson Augusto M. Fernandes.

A área de APH da Concessionária Intervias promoveu mais uma ação ligada ao Gerar (Grupo Estratégico para Redução de Acidentes Rodoviários), no dia 28 de outubro. A 3ª Jornada de Atendimento Pré-Hospitalar e Medicina do Tráfego, realizada no Centro Cultural de Araras, contou com palestras comandadas por profissionais de diversas especialidades, como em Saúde, Comunicação e Operações Rodoviárias.

Participaram das atividades 121 pessoas ligadas à área de APH, instituições de ensino e das demais concessionárias da Arteris. Temas ligados à Medicina de Tráfego, ética, princípios básicos de atendimento em rodovias, primeiros-socorros e até uso correto de dispositivos de comunicação estiveram em pauta.

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Evento reuniu 121 participantes

Entre os palestrantes havia especialistas de instituições como USP (Universidade de São Paulo – campi de Ribeirão Preto e de São Paulo), UNIFESP (Universidade Federal do Estado de São Paulo), ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Ministério da Saúde, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e Policia Militar Rodoviária de SP.

 

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Dr Antonio Onimaru, membro da diretoria da SBAIT, em sua apresentação

Para participar da 3ª Jornada de Atendimento Pré-Hospitalar foi estipulado, como ingresso voluntário, a doação de um litro de leite que, posteriormente, seria entregue a uma entidade de assistência social da área de atuação da concessionária.

“Conseguimos 82 litros, que foram repassados ao Grupo Voluntários. A participação maciça de pessoas ligadas não só à área da saúde demonstra que é fundamental atualizar-se constantemente, pois, dessa forma, garantiremos um atendimento cada vez mais humanizado e efetivo”, conclui a coordenadora Médica da Intervias, Josiene Germano.

Texto: Dra Josiene Germano

Crédito das Imagens: Stúdio Anderson Filmagem e Fotografias

 

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