Com cinco peças, a campanha, que circula nas redes sociais, reforça sobre a importância do isolamento para conter o coronavírus

A SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado) acaba de lançar uma campanha para incentivar as pessoas a ficarem em casa, com uma única exceção: doar sangue. O objetivo da entidade é conscientizar a população sobre a importância do isolamento para conter o coronavírus, já que a classe médica está preocupada com um possível colapso do sistema de saúde.
“Que as pessoas precisam ficar em casa é um fato. Esta, sem dúvida, é a melhor maneira de evitar o contágio. E nós, como cirurgiões e profissionais de saúde, realmente estamos trabalhando forte para frear o coronavírus. No entanto, também temos uma outra preocupação, a doação de sangue. As doações caíram muito e alguns bancos já estão em situação bem crítica. Como os casos de trauma e urgência e emergência não param, não podemos correr o risco de ter mais este problema de falta de sangue, quando atingirmos o pico do COVID-19”, explica o presidente da SBAIT, Tércio de Campos, que também é cirurgião do trauma.

A campanha, divulgada nas redes sociais da sociedade, tem como tema “Fique em casa” e é formada por cinco peças. Uma delas fala sobre a importância de a pessoa se proteger; outra, sobre a importância de proteger quem amamos; uma terceira reforça que precisamos proteger os idosos; e uma quarta lembra que é importante protegermos os profissionais que não podem parar, como médicos, enfermeiros, repórteres, pessoal da limpeza dos hospitais, funcionários de supermercados e farmácia. “E uma quinta peça pede para as pessoas doarem sangue. Ou seja, fique em casa, mas abra essa exceção e depois volte para a segurança do seu isolamento”, destaca Campos.

De acordo com ele, os cirurgiões de trauma e aqueles que trabalham com urgência e emergência já estão tomando uma série de cuidados extras para atender às vítimas. “As cirurgias eletivas já pararam, mas as de trauma, urgência e emergência não podem parar. Já divulgamos uma série de orientações para que os cirurgiões saibam como se proteger e proteger a equipe no atendimento a um traumatizado, que pode estar contaminado. Este é um momento delicado e as equipes médicas precisam estar em segurança, afinal, muito provavelmente, em pouco tempo, vamos precisar de todo mundo para atender a população”, reforça o presidente da sociedade.

“É muito, mas muito importante que cada um faça a sua parte. E, para a maioria, a maior contribuição é o isolamento. Estamos diante de uma situação nova e sem precedente recente. Não podemos chegar a uma situação semelhante à Itália, em que temos de escolher os pacientes que serão atendidos. Isso afetaria não apenas quem está contaminado pelo coronavírus, mas todos os outros que precisam de qualquer tipo de atendimento médico”, reforça.

Para dar suporte aos cirurgiões do trauma, a SBAIT está realizando duas reuniões semanais, via telemedicina, para trocar experiência com médicos do Brasil e do exterior. “É uma forma de estarmos atentos à situação no nosso país e também de aprender com a experiência dos países que já enfrentam picos maiores que o nosso”, explica Campos. “Estamos monitorando tudo de perto e tentando nos antecipar ao máximo para estarmos preparados para qualquer situação”, finaliza.

Informações: Assessoria de Imprensa SBAIT