No  Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes de zero a 14 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

O afogamento, segundo a ONG Criança Segura, parceira SBAIT, é um vilão ainda mais perigoso para as crianças de um a quatro anos de idade, pois é a causa número um de óbitos acidentais desse grupo etário.

Estamos em pleno verão, época em que os óbitos por afogamento tornam-se mais frequentes. Dessa forma, é importante ressaltar que a prevenção é a melhor forma de evitar os afogamentos. É importante que sempre haja um adulto supervisionando atentamente as crianças quando elas estão brincando perto da água de uma maneira geral, – seja na praia, no rio, na piscina, na piscininha, ou até mesmo na lavanderia ou no banheiro.

A ONG Criança Segura explica que crianças são mais vulneráveis a afogamentos. Devido a características próprias do desenvolvimento infantil, até os quatro anos de idade, meninas e meninos possuem coordenação motora limitada, pouca habilidade para reconhecer situações perigosas e reagir de maneira rápida e correta para se livrar delas. Além disso, possuem a cabeça proporcionalmente mais pesada que o resto do corpo, o que prejudica ainda mais seu equilíbrio e também dificulta que consigam se levantar sozinhos em caso de um tombo.

Sendo assim, se uma criança dessa faixa etária cai com seu rosto dentro de um recipiente qualquer com até 3 dedos de água (balde, bacia, vaso sanitário etc.), ela muito provavelmente não conseguirá se levantar sozinha, nem mesmo terá força suficiente para apenas erguer o tronco e tirar nariz e boca da água para que possa respirar.

Em apenas dois minutos submersa, a criança perde a consciência. Após quatro minutos embaixo d’água, danos irreversíveis ao cérebro podem ocorrer. Por isso, não é recomendado deixar uma criança sozinha enquanto ela está brincando com água ou tomando banho nem mesmo para atender ao telefone ou pegar uma toalha. Em caso de afogamento, todo segundo conta na hora de prestar socorro à vítima.

A ONG Criança Segura recomenda, especialmente para pais e responsáveis:

  • que nunca deixem crianças sozinhas brincando quando estiverem dentro ou próximas da água, nem por um segundo. Nessas situações, é importante garantir que um adulto estará as supervisionando de forma ativa e constante o tempo todo.  
  • É preciso que os adultos se articulem e combinem formas de sempre terem a certeza que pelo menos um responsável estará totalmente atento às crianças. Caso essa pessoa queira descansar ou precise se ausentar do local por qualquer motivo, ele precisa passar sua função de cuidador para outro adulto.
  • E atenção especial também às crianças que já sabem nadar ou que praticam natação, elas também podem estar sujeitas ao afogamento.

 

Outras dicas de prevenção em ambientes aquáticos:

  • Ensine as crianças que nadar sozinhas, sem ninguém por perto, é perigoso;
  • O colete salva-vidas é o equipamento mais seguro para evitar afogamentos. Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança, mas podem estourar ou virar a qualquer momento;
  • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência sempre visível (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193);
  • Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, devem aprender também;
  • Fique atento! Crianças pequenas podem se afogar em qualquer recipiente com mais de 2,5 cm de água ou outros líquidos, seja uma banheira, pia, vaso sanitário, balde, piscina, praia ou rio;
  • Ensine as crianças a não correr, empurrar, pular em outras crianças ou simular que estão se afogando quando estiverem na piscina, lago, rio ou mar.

Piscina

  • Piscinas devem ser protegidas com cercas de no mínimo 1,5 m de altura e portões com cadeados ou trava de segurança. Atenção! Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes;
  • Evite deixar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina e reservatórios de água.

Águas naturais

  • Tenha certeza que as crianças estão nadando em áreas seguras de rios, lagos, praias e represas;
  • Ensine as crianças a respeitarem as placas de proibição nas praias, os guarda-vidas e a verificarem as condições das águas abertas.

Ambiente doméstico

  • Depois do uso, mantenha vazios, virados para baixo e fora do alcance das crianças baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis;
  • Deixe a porta do banheiro e da lavanderia fechada ou trancada por fora e mantenha a tampa do vaso sanitário baixada (se possível, lacrada com um dispositivo de segurança);
  • Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados.

Outras informações e orientações podem ser conferidas no site da ONG Criança Segura,  que está com inscrições abertas para seus cursos “Familiares e Responsáveis” e “Trânsito”, totalmente online e gratuitos. Informações: https://criancasegura.org.br